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A gestão de recursos humanos tem um grande desafio pela frente, e que ainda deve perdurar por algum tempo, adequar a rotina de trabalho e colaboradores em um novo cenário, preservando a saúde de todos, sem perder em produtividade. 

Percebemos cada dia mais, uma reintegração das atividades profissionais em uma rotina presencial. Mas embora tenhamos a ligeira sensação de que a vida está voltando ao que era antes, precisamos lembrar que a pandemia ainda não acabou. E que todos precisam se adaptar ao famoso “novo normal”.

Existem algumas alternativas que já vêm sendo estudadas e testadas, muitas com êxito, que podem servir de inspiração para o seu negócio e é sobre isso que falaremos hoje. 

Gestão de recursos humanos no home office

Muitos escritórios que migraram para o esquema de trabalho remoto quando o isolamento social foi imposto no começo do ano de 2020, se surpreenderam com os índices positivos contabilizados. 

Grande parte dos gestores temiam a queda de produtividade e falta de controle da equipe sem uma supervisão direta, mas os resultados vêm mostrando que essa não é uma realidade, muito pelo contrário. 

Por exemplo: uma vez que não há mais a necessidade de deslocamento para o local de trabalho, existe uma redução na queda do nível de estresse gerado durante o trajeto, que muitas vezes, é longo e cansativo. Isso é revertido em funcionários mais bem-dispostos e menos suscetíveis à doenças, inclusive. 

Sendo assim, uma boa parte das empresas decidiu manter o esquema de trabalho em home office total ou parcialmente. De acordo com um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 30% das empresas brasileiras pretendem manter o home office em suas jornadas de trabalho após a pandemia do novo coronavírus.

E se esse for o caso da sua empresa, vale rever e reestruturar as orientações, acordos trabalhistas e investimento em equipamentos e tecnologias, com o objetivo de trazer ainda mais conforto e condições de trabalho para sua equipe.

Inclusive, recentemente, divulgamos um artigo completo com orientações para a manutenção da saúde de funcionários que estão trabalhando remotamente. Entre as principais podemos citar a construção de um home office de qualidade: 

Uma das principais e mais valiosas orientações é sobre a importância de ter uma estação de trabalho adequada, mesmo em casa. Isso porque, não se preocupar com essa questão pode causar muitos problemas de saúde, como por exemplo, dores nas costas, uma das principais reclamações dos colaboradores. 

É bem comum o trabalho acontecer no “conforto” do sofá ou da cama, com o computador apoiado no colo. Vale ressaltar que esse aparente ambiente aconchegante é muito prejudicial para o corpo como um todo, e principalmente para a coluna. 

Vale fazer um comunicado de orientação e distribuí-lo para todos os colaboradores com informações como as que seguem abaixo:  

Você vai precisar escolher com carinho um mobiliário adequado ou buscar alternativas que consigam adaptar o que você já possui. Se não tiver uma cadeira regulável, uma boa saída é utilizar almofadas para definir a altura que ficará sentado. 

Outra orientação importante é deixar no mínimo, 20 cm entre a mesa e o assento da cadeira. Pessoas mais baixas também podem fazer uso de apoio para os pés, para garantir esse conforto. 

Mais um ponto que deve ser observado é a altura do monitor do computador que deve ser ajustado, da forma que a porção superior da tela fique na altura da linha de visão, evitando a projeção do pescoço à frente para uma boa leitura. O ideal é manter uma distância da tela de 40 a 70 cm de você já sentado. 

E quando falamos de local de trabalho adequado, sem dúvida nenhuma, o quesito iluminação é fundamental. Certifique-se de que o local está bem iluminado, você pode não perceber, mas uma boa iluminação também interfere em uma boa postura e conforto enquanto trabalha.

Para ler o artigo completo CLIQUE AQUI

Gestão de recursos humanos e a volta para o escritório

Agora, se sua empresa, por qualquer motivo que seja, optou em retomar as atividades no local físico da empresa, ou mesmo que seja uma volta parcial, existem algumas medidas que precisam ser adotadas para que os protocolos de segurança e saúde sejam cumpridos da melhor forma possível. 

Essas orientações são tão necessárias e importantes que o próprio governo federal publicou uma  Instrução Normativa (IN) nº 109,  que trata das orientações aos órgãos e entidades do Sistema de Pessoal Civil da Administração Pública Federal (Sipec) para o retorno gradual e seguro ao trabalho presencial, mas que podem servir de base, também para empresas privadas:

  • melhor distribuição física da força de trabalho presencial, com o objetivo de evitar a concentração e a proximidade de pessoas no ambiente de trabalho;
  • flexibilização dos horários de início e término da jornada de trabalho, inclusive dos intervalos intrajornada, mantida a carga horária diária e semanal prevista em lei para cada caso; e
  • observância dos protocolos e medidas de segurança recomendados pelas autoridades sanitárias e locais.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) também divulgou diretrizes para um retorno ao trabalho seguro neste momento. Com o foco principalmente nos colaboradores, orienta que antes do retorno o local de trabalho seja avaliado detalhadamente. 

Entre algumas medidas orientadas estão a instalação de barreiras físicas com 1 metro e meio de distância, melhoria e ampliação da ventilação, adoção de horários flexíveis de trabalho e adoção de uma rotina de limpeza e higiene da empresa e uso de equipamento de proteção individual como por exemplo, as máscaras e álcool em gel.

Conheça as 101 medidas práticas recomendadas pela OTI:

  • formar uma equipe para planejar e organizar o retorno ao trabalho;
  • decidir quando reabrir, quem retornará ao trabalho e de que forma;
  • adotar medidas de engenharia, organizacionais e administrativas;
  • promover a limpeza e desinfecção do ambiente de trabalho de forma regular;
  • prover meios para higiene pessoal;
  • prover equipamentos de proteção e informar o uso correto;
  • monitorar a saúde dos funcionários;
  • considerar outros riscos, incluindo o psicossocial;
  • revisar os planos de preparação de emergência;
  • revisar e atualizar as medidas preventivas e de controle.

Sabemos que para muitas empresas esse retorno presencial é fundamental, tomando todas as atitudes necessárias é possível fazer essa transição de uma maneira mais segura para todos. 

Por Atracto

 

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