Um dos grandes gestos capazes de salvar muitas vidas é, sem dúvida nenhuma, a doação de sangue. Ele é tão importante e faz tanta diferença para as pessoas que dia 25 de novembro foi escolhido como um dia para agradecer e homenagear o doador de sangue por essa atitude linda.
O mês não foi escolhido por acaso, ele antecipa uma fase onde o índice de doações costuma ser muito baixo devido à uma série de fatores como por exemplo, proximidade das férias escolares e festas de final de ano, carnaval e outros períodos de folgas prolongadas. E em 2020, especialmente com o surgimento do novo coronavírus, os impactos negativos foram ainda mais graves.
Veja alguns números:
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 1,9% dos brasileiros doam sangue regularmente todos os anos. Para se ter uma ideia, 1 única doação pode salvar até 4 vidas.
Infelizmente esse número teve o uma queda de 50% na pandemia, dados divulgados pela Fundação Pró-Sangue. Ou seja, se já existe uma redução natural de doações de uma média variável entre 15% e 20% nesta época, esse ano, se não houver uma conscientização maior, os resultados podem ser ainda pior.
O que significa que menos pessoas poderão ser ajudadas por todo o país. Afinal, quem doa sangue, doa também uma nova oportunidade de vida.
COMO SER UM DOADOR DE SANGUE NA PANDEMIA
É importante salientar que mesmo se tratando de uma fase delicada que vem sendo enfrentada pelo mundo todo há mais de 6 meses, as doações de sangue não podem parar. Você que deseja se tornar um doador de sangue, saiba que todas as medidas de segurança sanitária estão sendo tomadas pelos hospitais que realizam a coleta.
Entenda quais os critérios para ser um doador de sangue
- Estar saudável. Não apresentar sintomas de gripes, resfriados ou tosse nos últimos 30 dias;
- Pesar mais de 50 kg;
- Ter idade entre 16 e 59 anos – Idosos devem aguardar o fim do isolamento social;
- Não ter tido hepatite após os 11 anos;
- Se alimentar de maneira saudável (não ingerir alimentos gordurosos antes da doação);
- Dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas que antecedem a coleta;
- Apresentar documento de identificação com foto emitida por órgão oficial (carteira de identidade, carteira nacional de habilitação, carteira de trabalho, passaporte, registro nacional de estrangeiro, certificado de reservista e carteira profissional emitida por classe).
Vale lembrar que:
Durante o procedimento de doação, o doador e o profissional da saúde devem manter a distância necessária para diminuir os riscos e uma possível contaminação no local.
Fatores temporários e permanentes que impedem a doação de sangue:
- Gravidez;
- Pós-parto: 90 dias para parto normal e 180 dias para cesariana;
- Amamentação: 12 meses no período que a mulher estiver amamentando;
- Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
- Tatuagem / maquiagem definitiva realizadas nos últimos 12 meses;
- Quando há risco de ter adquirido doenças sexualmente transmissíveis – aguardar 12 meses;
- Qualquer procedimento endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc) – aguardar 6 meses;
- Tanto na extração dentária quanto no tratamento de canal deve-se verificar medicação: aguardar 7 dias;
- Realização de cirurgia odontológica com anestesia geral: aguardar 4 semanas;
- Vacina contra gripe: aguardar por 48 horas;
- Presença de herpes labial ou genital: apto após desaparecimento total das lesões;
- Herpes Zoster: liberação após 6 meses da cura (vírus Varicella Zoster);
- Quem esteve nos estados como Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins que são locais onde há alta prevalência de malária deve aguardar 12 meses para doar, após o retorno;
- Quem foi para os EUA deve aguardar 30 dias para doar, após o retorno;
- Quem morou na Europa após 1980 deve verificar aptidão para doação no (11) 4573-7800;
- Sobre malária: quem esteve em países com alta prevalência de malária deve aguardar 12 meses após o retorno para doar;
- Sobre febre amarela: quem esteve em região onde há surto da doença deve aguardar 30 dias para doar, após o retorno; se tomou a vacina, deve aguardar 04 semanas; se contraiu a doença, deve aguardar 6 meses após recuperação completa;
- Ter hepatite após 11 anos;
- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV 1 e 2 e Doença de Chagas;
- Uso de drogas ilícitas injetáveis.
Vale lembrar:
Além das medidas de higienização que já estão sendo adotadas, indivíduos que apresentaram sintomas respiratórios e febre nos últimos 30 dias não podem realizar qualquer tipo de doação.
Doadores que estiveram em contato com algum paciente com covid positivo ou apresentou sintomas, não poderá fazer a doação de sangue por um período mínimo de 14 dias.
Durante a doação, o doador e o profissional da saúde devem manter a distância necessária para diminuir os riscos e uma possível contaminação no local.
CAMPANHA PARA INCENTIVAR O DOADOR DE SANGUE NA PANDEMIA
Depois de um aumento nas doações no mês de abril, os bancos de sangue de todo o país registraram uma queda de 30% em volume no mês de maio. A situação é emergencial para os tipos O positivo e O negativo e crítica para o tipo A.
De acordo com nota divulgada pelo ministério para o lançamento da campanha “Seja solidário. Doe Sangue. Doar é um ato de amor”, a margem de segurança entre estoque e demanda gerou um alerta no sistema de saúde. “O Brasil trabalha com margens de segurança para atender aumentos bruscos ou quedas inesperadas nas doações. Porém, a redução desta distância entre uso e disponibilidade de sangue é um alerta”, relata o documento.
Em redes sociais, a OMS e seu diretor-executivo, Tedros Adhanom Ghebreyesus, publicaram uma série de apelos pela doação constante e pela conscientização da necessidade de sangue de qualidade como componente essencial dos sistemas de saúde. “Nossa mensagem é: continue doando sangue e salvando vidas. Doar sangue durante a pandemia de covid-19 é seguro, dado o distanciamento social e o respeito à medidas de higiene”, afirmou. – Fonte Agência Brasil.
DOAÇÃO DE SANGUE NAS EMPRESAS
A Lei nº 13.289/2016 garante o Selo de Empresa Solidária com a Vida às empresas que incentivarem seus funcionários à doação voluntária e regular, a partir da criação de programas internos de esclarecimento e estímulo à doação de sangue e de medula óssea.
Para participarem e obterem o selo, as empresas precisam instruir seus colaboradores sobre como proceder no cadastro oficial de doadores, e também informar e orientar sobre a importância da doação de sangue e de medula óssea. As empresas ainda precisam conceder aos trabalhadores oportunidade e condições para deslocamento ao banco de sangue ou hemocentro.
CONCLUSÃO
Doar sangue é um ato de amor ao próximo. Você não precisa conhecer ninguém que esteja precisando para ir até um hospital fazer a sua parte. Todas as medidas de segurança estão sendo tomadas para garantir que o doador de sangue possa realizar o procedimento de uma forma a manter sua saúde preservada.
Faça sua parte hoje e sempre! Doe vida, doe amor, doe sangue.
Por Atracto
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